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CRÍTICA | QUANDO CHEGA O OUTONO (Quand vient l’automne)

Foto do escritor: Lagoa NerdLagoa Nerd

Um momento bem propício para o filme francês Quando chega o outono chegar ao Brasil já que realmente o outono chegou ( pode mudar a capa do cd das 4 estações de Sandy e Jr). O longa que já está disponível nos cinemas brasileiros desde quinta-feira (27), com distribuição da Pandora Filmes.


Quando chega o outono- créditos dibulgação
Quando chega o outono- créditos dibulgação

O longa está em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa, Natal, Teresina, Goiânia, Santos, Maceió, Ribeirão Preto, São Luís, Aracaju, São José dos Campos e Jundiaí.


Fronçois Ozon ( verão 85, “Swimming Pool: À Beira da Piscina”) nos traz um filme que a princípio parece calmo tranquilo em uma região interiorana pitoresca da França que fica na região da Borgonha com as vidas de duas senhoras Michelle ( Hélène Vincent) e sua melhor amiga Marie- Claude (Josiane Balasko) na terceira idade chegando lembrar um pouco o filme dias perfeitos de Wim Wenders porém só nas aparências mesmo pois é um drama familiar digno de nota


Quando chega o outono- créditos dibulgação
Quando chega o outono- créditos dibulgação

As coisas mudam com a chegada de sua filha Valerie (Ludivine Sagnier do filme “Swimming Pool: À Beira da Piscina”) e seu neto Lucas (Garlan Erlos) que a adora porém traz uma dinâmica com muitos sentimentos conflitantes e uma relação conturbada que fica mais agravada quando por distração Michelle sem querer oferece cogumelos venenosos colhidos de um de seus passeios a filha e após esse episódio se intensifica uma relação que aparentava ser de harmonia que trazem ressentimentos e mágoas do passado mas também de uma hiprocrisia velada vinda de sua filha Valerie aqui com mais uma grande atuação de Ludivine Sagnier em pouco tempo, pois nós já começamos a não gostar da sua personagem questionando as atitudes contraditórias e sua rixa com a mãe com atitudes passivo agrassivas e sua amargura em suas palavras trazendo também uma dependencia financeira atraladas a culpa e castigo com relação a Michelle


Quando chega o outono- créditos dibulgação
Quando chega o outono- créditos dibulgação


Outro ponto interessante do filme e a relação de Michelle com Vincent (Pierre Lottin (do ótimo A noite do dia 12) o filho de Marie- Claude e um mistério que se desenrola silenciosamente, Michelle precisará confrontar suas próprias sombras


Vencedor do Prêmio do Júri de Melhor Roteiro no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián em 2024, o longa também rendeu a Pierre Lottin a Concha de Prata de Melhor Ator Coadjuvante. Além disso, o filme integrou a competição pela Concha de Ouro, principal prêmio de San Sebastián, e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto.


O diretor indica que a proposta de QUANDO CHEGA O OUTONO era retratar a terceira idade para além dos clichês Hollywoodianos: “O desejo inicial era, antes de tudo, filmar atrizes mais velhas. Mostrar a beleza das rugas em seus rostos, marcas do tempo e de suas experiências de vida. Fico chocado ao ver como isso está desaparecendo das telas e da sociedade”. Ozon continua: “A sociedade tende a idealizar os idosos, esquecendo que eles também têm um passado complexo, uma sexualidade, um inconsciente”.


Quando chega o outono- créditos dibulgação
Quando chega o outono- créditos dibulgação

É um filme que traz essas nuances nas relações entre familiares e que também mostra uma bonita amizade entre duas senhoras da 3 idade que passou por muitas provações e que tem essa convivencia e cumplicidade passando por muitas estações e como outono que é a fase de transição entre o presente os arrependimentos do passado mas que logo terá a primavera já que os elos se unem através de Lucas o neto de Michelle uma nova geração que está crescendo

além disso o longa foca também no mistério do que aconteceu com a filha de Michelle e sua relação com Vincent


Quando chega o outono- créditos dibulgação
Quando chega o outono- créditos dibulgação

o diretor François Ozon que já trabalhou com a maiorias dos atores do elenco anteriormente sabendo extrair de uma forma satisfatória os dialogos e os enredos que os cercam com bom roteiro mas que não se arrisca desnecessariamente e fugindo dos padrões de outros filmes do diretor que focavam mais no suspense e na tensão sexual, a fotografia em tons amarelados e marrons é amplamente ajudado pela estação que da nome ao título mas também a região que foi filmada que é linda e pitoresca

O final é agridoce e que também pode ser ambiguo mas que termina de forma satisfatória é um filme que vale a pena ser visto


Ficha Técnica


Duração: 102min


Direção: François Ozon


Roteiro: François Ozon, com a colaboração de Philippe Piazzo


Diretor de Fotografia: Jérôme Alméras


Som: Brigitte Taillandier


Montagem de Som: Julien Roig


Mixagem: Jean-Paul Hurier


Montagem: Anita Roth


Direção de Arte: Christelle Maisonneuve


Figurino: Pascaline Chavanne


Casting: Anaïs Duran


Produção Executiva: Aude Cathelin


Assistente de Direção: Marion Dehaene


Trilha Sonora: Evgueni & Sacha Galperine


Produção: Foz


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